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Dr. Carlos Arruda – Ginecologia, Endometriose e Cirurgia Ginecológica em São Paulo – SP

Meu nome é Carlos Augusto Pintor de Arruda (CRM-SP 199.991), sou Ginecologista e Obstetra (RQE 101.557) e dedico minha carreira ao cuidado integral da saúde da mulher. Tenho formação em Endocrinologia Ginecológica, com foco especial em Menopausa e Climatério.

Ao longo dos anos, atendi muitas mulheres que chegam à consulta cansadas, dormindo mal, irritadas, com calorões e sem desejo sexual. Muitas dizem que estão com problemas no casamento, dificuldade de lidar com os filhos e sensação de “não ser mais a mesma pessoa”. Se você tem sentido isso, então fique aqui que vamos conversar sobre todos esses assuntos.

Cuidar da mulher em todas as fases da vida.

Outro ponto importante é em relação ao tratamento. Quase todas as mulheres nessa fase já ouviram falar em reposição hormonal e em implantes hormonais, muitas vezes chamados de “chip da beleza”, mas estão cheias de dúvidas e medos. Medo de fazer mal ou de ter câncer ou simplesmente receberam a informação que não podiam usar reposição hormonal, mas nunca explicaram exatamente o porquê.

Meu objetivo aqui é explicar, em linguagem simples, o que é a Menopausa, por que os hormônios fazem tanta diferença nessa fase e como a reposição hormonal, incluindo os implantes hormonais, pode ser uma grande aliada para você voltar a se sentir bem, com segurança e responsabilidade.  

O que são Menopausa e Climatério?

Para organizar as ideias, primeiro precisamos diferenciar dois termos que costumam se misturar:

Menopausa

  • É a última menstruação da mulher.
  • Só podemos dizer que a Menopausa aconteceu depois de 12 meses seguidos sem menstruar.
  • Significa o fim da vida fértil da mulher, fase em que ela não irá mais produzir óvulos.

Climatério

  • É o período de transição: antes, durante e depois da Menopausa.
  • Começa alguns anos antes da última menstruação e pode se estender por alguns anos depois.
  • É uma fase de grandes mudanças hormonais, com reflexos no corpo e nas emoções.

Essas transformações são naturais e fazem parte da vida. O que não é natural é achar que você precisa “aguentar tudo calada” e que sofrimento é obrigatório. Cada mulher vivencia a Menopausa de um jeito, e é justamente por isso que o acompanhamento individual é tão importante.

Muitas pessoas confundem os termos menopausa e climatério.

Como saber se estou perto da menopausa?

A menopausa – última menstruação da mulher – acontece por volta dos 48 anos, variando entre 45 e 51 anos. Quando acontece antes dos 40 anos ela é considerada como precoce e deve ser investigada com cuidado.

Mas como saber se estou perto da menopausa? Essa não é uma pergunta fácil de ser respondida, pois cada corpo funciona de um jeito. Além disso, os exames hormonais disponíveis nos laboratórios não trazem uma resposta exata para isso.

Em geral, se a mulher não usa nenhum tipo de hormônio, quando começa a se aproximar da menopausa, a menstruação começa a ficar irregular, inicialmente pode até começar a ficar com ciclos mais curtos, ou seja, o tempo entre o primeiro dia de cada fluxo menstrual passa a ser de uns 20 dias, fazendo muitas vezes essa mulher menstruar 2 vezes no mês.

Após isso, os ciclos começam a ficar mais longos, ou seja, você começa a menstruar a cada 2 ou 3 meses… Esse tempo foi aumentando até que quando você fica mais de 1 ano sem menstruar, podemos dizer que aquela foi sua última menstruação, ou seja, a menopausa.

Os fogachos ou calorões é o principal sintoma da menopausa e um dos que mais incomoda, mas não é o único.

Toda essa fase pode começar até uns 2 anos antes da menopausa e vir acompanhada de muitos outros sintomas como mal-humor, irritabilidade, depressão, desânimo, sono ruim e, muitas vezes, vir junto com aqueles calorões, que são chamados de fogachos.

Contudo algumas mulheres não passam por essa fase e, simplesmente, um dia param de menstruar.

Mas hoje em dia, muitas mulheres utilizam anticoncepcionais, DIUs e implantes hormonais; e tem dificuldade de dizer se essa fase está chegando ou não. São para essas mulheres que precisamos fazer uma avaliação com mais cuidado, pois os exames hormonais existentes não conseguem nos dizer com precisão em que fase essa mulher está.

Os exames hormonais até são capazes de dizer se a menopausa já passou, ou seja, se a vida fértil da mulher acabou, mas não é possível dizer se está perto ou ainda falta muito.

Para essas mulheres a investigação precisa ser mais detalhada e precisa fazer uma consulta muito cuidadosa avaliando os sintomas e como a vida dessa mulher está sendo afetada.

E, antes de seguir para a próxima sessão, vai uma mensagem importante:

Como a menopausa atrapalha a minha vida?

Algumas mulheres atravessam a Menopausa com poucos incômodos. Outras sentem o impacto de forma intensa, ao ponto de o dia a dia ficar insuportável. Entre os sintomas mais comuns estão:

  1. Ondas de calor e suores noturnos
    • São chamados de fogachos.
    • Aquele calor súbito que sobe do peito para o pescoço e rosto.
    • Pode durar segundos ou minutos, com suor intenso.
    • À noite, costuma acordar a mulher várias vezes, prejudicando o sono.
  2. Alterações de humor
    • Irritabilidade, ansiedade, choro fácil.
    • Em alguns casos, depressão ou desânimo importante.
  3. Secura vaginal e dor na relação
    • A queda de estrogênio diminui a lubrificação.
    • A relação pode ficar dolorida e o desejo sexual cai, atrapalhado seu relacionamento.
  4. Insônia e cansaço constante
    • Dificuldade para pegar no sono ou sono muito leve.
    • Sensação de estar cansada o tempo todo, mesmo dormindo 8 horas por noite.
  5. Queda da libido
    • Diminuição do desejo sexual.
    • Em muitos casos, associada a cansaço, dor, insegurança com o corpo e alterações hormonais.
  6. Mudanças na pele, cabelo e unhas
    • Pele mais fina e ressecada.
    • Cabelos com mais queda e unhas quebradiças.
  7. Ganho de peso e aumento da barriga
    • Mesmo mantendo a mesma alimentação, muitas mulheres notam aumento de gordura abdominal.
  8. Brain-fog (névoa mental)
    • Esquecimentos, dificuldade de foco, sensação de “cabeça embaralhada”.
    • Pioram com o cansaço e o sono ruim.

Quando somamos vários desses sintomas, a qualidade de vida cai de forma importante. A boa notícia é que, na grande maioria dos casos, não é preciso conviver com tudo isso para sempre.

As consequências da menopausa vão muito além dos calorões (fogachos).

E os problemas podem ir muito além disso… Existem consequências da menopausa no longo prazo!

Quando a produção de estrogênios cai — como ocorre após a menopausa — seu corpo sofre mais do que os “sintomas do dia a dia”. Há impactos importantes e de longo prazo que vão além dos fogachos e alterações de humor, e que podem comprometer a saúde e a qualidade de vida no futuro.

  1. Perda óssea e risco de fraturas
    • A queda dos hormônios sexuais acelera a perda de massa óssea. Isso ocorre porque o estrogênio atua de forma protetora sobre os ossos.  
    • Sem essa proteção, a mulher entra em risco maior de osteopenia e osteoporose. Isso significa maior chance de fraturas — como da coluna, quadril ou punho — algo que pode afetar a mobilidade, independência e deixar a mulher numa cadeira de rodas pelo resto da vida.  
  2. Maior risco de infarto e AVC.
    • O estrogênio tem papel protetor no sistema cardiovascular: atua nas artérias, ajudando a manter sua elasticidade, regular a pressão e ajuda a combater o colesterol e triglicérides.  
    • Após a menopausa, com a queda desse hormônio, há um aumento do risco de doenças cardíacas, alterações metabólicas, acúmulo de gordura abdominal, resistência à insulina (maior risco de diabetes) e outros fatores de risco para doenças crônicas.  
  3. Potenciais consequências para a saúde cerebral e cognitiva
    • A deficiência hormonal, ao longo dos anos, pode favorecer alterações metabólicas, circulatórias e inflamatórias que interferem no cérebro.
    • Se bem indicada e iniciada no momento adequado (perto ou logo após a menopausa), a reposição hormonal pode trazer benefícios globais que contribuem para a saúde cerebral ajudando a postergar doenças como o Alzheimer.

Menopausa e qualidade de vida: por que falar de reposição hormonal?

A Menopausa marca uma queda importante na produção de estrogênio (o principal hormônio da mulher) e, em muitos casos, também de testosterona. Esses hormônios têm papel fundamental em:

  • Regulação da temperatura do corpo.
  • Sono e humor.
  • Saúde óssea e prevenção de osteoporose.
  • Saúde cardiovascular.
  • Manutenção da massa muscular.
  • Desejo sexual e disposição.

Por isso, quando os hormônios caem, o corpo “sente” de todos os lados. A terapia de reposição hormonal, quando bem indicada e acompanhada, é hoje uma das ferramentas mais eficazes para:

  • Reduzir ondas de calor e suores noturnos.
  • Melhorar o humor, o sono e a disposição.
  • Proteger os ossos e reduzir o risco de fraturas.
  • Ajudar na composição corporal e na preservação da massa muscular.
  • Resgatar a libido e a qualidade das relações afetivas.

E em relação àquelas consequências de longo prazo? A reposição também pode ajudar?

SIM! A reposição hormonal, quando bem indicada e acompanhada, não serve apenas para aliviar sintomas como calorões e sono ruim, ela pode ser uma ferramenta de prevenção a longo prazo, ajudando você a envelhecer com mais saúde, menos dor, mais força, mobilidade e tranquilidade.

  • A reposição bem indicada e personalizada pode frear ou reverter a perda óssea, reduzindo o risco de osteoporose e fraturas.  
  • Pode exercer efeito protetor no sistema cardiovascular — quando iniciada precocemente (antes dos 60 anos ou até ~10 anos após a menopausa). Nesses casos, estudos mostram redução de mortalidade total e de eventos coronarianos, como o infarto.  
  • Pode contribuir indiretamente para preservar saúde geral, energia, mobilidade, sono, disposição e bem-estar — fatores que colaboram para a manutenção das funções cerebrais e da qualidade de vida ao longo dos anos.  

O que são hormônios bioidênticos?

Na reposição hormonal, temos que ter em mente dois aspectos importantes: o tipo de hormônio e a forma como eles são aplicados.

Quanto aos tipos de hormônios, existem:

  • os hormônios sintéticos, que são parecidos, mas não iguais, aos hormônios produzidos pela mulher e;
  • os hormônios bioidênticos, que têm estrutura idêntica aos hormônios produzidos pelo próprio corpo.

As principais vantagens dos hormônios bioidênticos são:

  • Melhor tolerância (menos efeitos colaterais).
  • Resposta clínica mais natural.
  • Mais seguros.

Eles podem ser usados de várias formas diferentes:

  • Comprimidos.
  • Adesivos.
  • Géis ou cremes (via transdérmica)
  • Cremes vaginais.
  • Implantes hormonais.

Na minha prática, costumo preferir:

  • Vias transdérmicas ou implantes, quando usamos estrogênio ou progesterona.
  • E via oral ou DIU hormonal para progesterona, porque muitas vezes isso oferece boa eficácia com menos efeitos colaterais.

Implantes hormonais na Menopausa: como funcionam na prática?

Os implantes hormonais são pequenas cápsulas colocadas sob a pele, geralmente na região do quadril ou glúteo (bumbum), em um pequeno procedimento no consultório, com anestesia local.

Eles liberam hormônios de forma contínua e controlada ao longo de vários meses. Na Menopausa, podem conter, por exemplo:

  • Estrogênio (bioidêntica)
  • Testosterona (doses ajustadas para cada paciente)
  • Progestinas (tipos específicos de progesterona que funcionam bem no formato de implante)
Tratamentos com implantes hormonais após a menopausa tem tido excelentes resultados principalmente no tratamento de casos mais difíceis.

Isso permite uma reposição estável, sem oscilação diária de dose.

Principais vantagens dos implantes hormonais

  • Liberação contínua: níveis hormonais mais estáveis, com menos picos e quedas.
  • Praticidade: você não precisa lembrar de tomar comprimido ou passar gel todos os dias.
  • Controle de sintomas: ondas de calor, suores noturnos, irritabilidade e queda da libido costumam melhorar muito.
  • Melhora da disposição e da atividade sexual: quando bem ajustados, os implantes ajudam a resgatar energia, autoconfiança e interesse sexual.
  • Conforto e discrição: o implante fica sob a pele, não aparece e não interfere em atividades do dia a dia.

No consultório, vejo com frequência mulheres que chegam exaustas, dormindo mal, sem libido, e após ajustarmos a reposição com implantes hormonais, voltam a se reconhecer: retomam o sono, a energia, a vontade de se cuidar e de viver a intimidade com prazer.

Cada caso é avaliado individualmente: antes de indicar implantes hormonais, é essencial fazer avaliação detalhada, exame físico e exames complementares, como mamografia, ultrassonografia e avaliação laboratorial completa.

Além disso, fazemos exames constantes durante todo o tratamento para entendermos como seu corpo está reagindo e se é possível dar seguimento com essa via de uso da reposição hormonal.

“Chip da beleza”: o que é mito e o que é verdade?

Os implantes hormonais ficaram conhecidos popularmente como “chip da beleza”. Esse nome vende a ideia de um dispositivo milagroso que emagrece, tira a celulite e rejuvenesce por completo.

Eu não trabalho com promessas milagrosas!

O que eu defendo é:

  • Implantes hormonais como parte de um tratamento sério para Menopausa e Climatério.
  • Foco em saúde, bem-estar e qualidade de vida.
  • E não em resultados estéticos irreais.

O que pode acontecer, de forma indireta, quando o equilíbrio hormonal é restaurado:

  • Mais disposição para se exercitar.
  • Melhor sono.
  • Menos compulsão alimentar em algumas pacientes.
  • Melhora da composição corporal quando associada a alimentação adequada e atividade física.

Isso pode trazer um corpo mais saudável e, muitas vezes, uma aparência mais jovem, mas como consequência de um organismo equilibrado, e não de um “chip mágico”.

Progesterona e proteção do útero na Menopausa

Se a mulher ainda tem útero ou se ela teve diagnóstico de Endometriose durante a vida dela, a reposição de estrogênio deve ser acompanhada de progesterona para proteger o endométrio, que é a camada interna do útero.

Sem essa proteção, o estrogênio sozinho pode:

  • Aumentar risco de espessamento do endométrio.
  • Provocar sangramentos indesejados.
  • Aumentar o risco de alterações celulares e câncer de endométrio no longo prazo.

Na prática, costumo utilizar:

  • Progesterona bioidêntica via oral, muitas vezes à noite, o que também pode ajudar no sono.
  • DIU hormonal, que libera progesterona diretamente dentro do útero e oferece proteção local por vários anos, com ótima segurança.
  • A forma de uso é escolhida caso a caso, de acordo com ultrassonografia, histórico de sangramentos e preferência da paciente.

Todas as mulheres podem fazer reposição hormonal na Menopausa?

A terapia de reposição hormonal no climatério e menopausa tem muitos benefícios.

Aqui é importante separar duas coisas:

  • Quem merece avaliar a reposição hormonal?
  • Quem realmente pode usar hormônios com segurança?

Na minha visão, toda mulher na Menopausa merece pelo menos uma avaliação séria sobre reposição hormonal, porque os benefícios em qualidade de vida podem ser muito grandes.

Entre os principais benefícios, quando não há contraindicações:

  • Melhora do humor e da disposição: hormônios ajudam a reduzir sintomas depressivos e ansiosos típicos da Menopausa.
  • Prevenção de osteoporose
    • O estrogênio protege os ossos.
    • Após a Menopausa, o risco de fraturas aumenta muito.
    • A reposição hormonal pode ajudar a preservar a massa óssea.
  • Saúde cardiovascular
    • O estrogênio influencia lipídios (colesterol, triglicérides) e paredes dos vasos.
    • Em mulheres selecionadas, iniciar a reposição na fase certa pode trazer benefício cardiovascular.
  • Preservação da massa muscular
    • A Menopausa acelera a perda de músculo, chamada de sarcopenia.
    • Isso está diretamente ligado à perda de independência e à fragilidade na velhice.
    • A reposição hormonal, associada a pequenas doses de testosterona, alimentação adequada e atividade física, ajuda a preservar força e funcionalidade.

Por outro lado, nem todas as mulheres podem usar hormônios, e isso precisa ser respeitado!

Contraindicações à reposição hormonal: quem não pode fazer reposição hormonal?

Existem situações em que a reposição hormonal na Menopausa pode ser contraindicada ou exigir avaliação muito cuidadosa. Entre elas:

  1. Histórico pessoal de câncer de mama
    • Mulheres em tratamento ou que já tiveram câncer de mama precisam de avaliação oncológica e ginecológica conjunta.
    • A histório familiar, por si só, não é contraindicação, mas exige acompanhamento atento. Ou seja, não é porque sua mãe ou irmã teve câncer de mama que você não pode fazer reposição hormonal.
  2. Câncer de endométrio em investigação ou recente
    • Se ainda há suspeita ou tratamento ativo, é preciso cautela.
    • Após tratamento e retirada do útero, algumas mulheres podem, sim, ser avaliadas para reposição.
  3. Trombose venosa profunda ou tromboembolismo pulmonar recente:
    • Nessas situações, o risco de novos eventos trombóticos precisa ser estudado com exames específicos e análise de fatores de risco.
    • Mulheres que tiveram trombose há mais de 1 ano, devem ser investigadas, mas em geral é possível fazer a reposição hormonal.
  4. Doenças hepáticas (do fígado) graves: quando o fígado está muito comprometido, o metabolismo hormonal pode ser prejudicado.
  5. Sangramentos uterinos sem diagnóstico: antes de qualquer reposição, é obrigatório descobrir a causa do sangramento.

Mesmo quando hormônios não são possíveis, ainda há caminhos para aliviar sintomas e melhorar a vida da mulher, com abordagens não hormonais, suporte emocional, atividade física e ajustes de estilo de vida.

Reposição hormonal dá câncer?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes da Menopausa. Estudos mais antigos, mal interpretados, acabaram gerando medo exagerado em relação à reposição hormonal.

Hoje sabemos que:

  • O risco depende do tipo de hormônio, dose, forma de uso e tempo de tratamento. O uso correto está muito longe de qualquer risco aumentado para câncer.
  • Em muitas mulheres, quando a reposição é iniciada no período certo, em dose adequada e com acompanhamento o risco é quase zero.
  • Histórico familiar de câncer de mama não é, por si só, contraindicação ao uso de hormônios. O importante é acompanhar com exames e consultas regulares.

Inclusive, no final de 2025, o FDA (órgão semelhante à ANVISA nos Estados Unidos) retirou uma nota de risco de câncer em mulheres que fazem reposição hormonal, reforçando ainda mais essa segurança.

Por isso, mais do que ter medo, o ideal é ter informação de qualidade e acompanhamento próximo!

E se eu não puder ou não quiser usar hormônios na Menopausa?

Nem todas as mulheres podem ou desejam fazer reposição hormonal, seja por contraindicações, seja por escolha pessoal. Ainda assim, há alternativas que podem ajudar:

  1. Medicamentos não hormonais para ondas de calor e humor
    • Alguns antidepressivos em doses baixas podem reduzir fogachos e melhorar o bem-estar.
    • A escolha é individualizada, com avaliação dos riscos e benefícios.
  2. Abordagens em estudo:
    • Novas medicações não hormonais para ondas de calor vêm sendo estudadas e, conforme forem aprovadas no Brasil, podem se tornar opções interessantes para mulheres com contraindicação a hormônios.
    • Dois medicamentos não hormonais já aprovados nos EUA para tratamento da menopausa são o Fezolinetant e o Elinzanetant. Ambos medicamentos ainda não são aprovados para venda no Brasil.
  3. Nutracêuticos e fitoterápicos
    • São suplementos alimentares e medicamentos naturais que podem ajudar algumas mulheres.
    • Muitas vezes são usados juntos com a reposição hormonal.
    • A resposta é muito individual, e o ideal é que o uso seja orientado por médico.
  4. Mudança de estilo de vida
    • Deve ser aplicado por toda paciente, independente de fazer reposição hormonal ou não.
    • Atividade física regular.
    • Alimentação equilibrada.
    • Manejo do estresse.
    • Terapias.

Menopausa além dos hormônios: dieta, atividade física e suplementos

Hábitos como melhorar alimentação e praticar atividade física têm um impacto muito grande na melhora dos sintomas do climatério e menopausa.

A Menopausa não é apenas uma questão hormonal. É uma fase em que o corpo inteiro pede cuidado. Gosto de trabalhar com uma abordagem global, que inclua:

  • Ajuste alimentar.
  • Plano de atividade física.
  • Sono e gerenciamento do estresse.
  • Uso de nutracêuticos e suplementos, quando indicado.

Em alguns casos, posso associar suplementos como:

  • Magnésio, para relaxamento muscular, sono e saúde óssea.
  • Ômega 3, para saúde cardiovascular e inflamação.
  • Vitaminas e minerais específicos, conforme exames.

Tudo isso é pensado para complementar a reposição hormonal (incluindo os implantes hormonais quando indicados), e não para substituí-la quando há indicação clara.

Menopausa é uma nova fase, não como sentença de sofrimento!

Menopausa é inevitável, sofrer por ela, não é!

A Menopausa e o Climatério são fases inevitáveis, mas o sofrimento não é.

Com uma avaliação cuidadosa, exames adequados e um plano de tratamento personalizado, é possível:

  • Dormir melhor.
  • Reduzir fogachos e suores noturnos.
  • Voltar a ter energia para trabalhar, fazer exercícios e cuidar de quem você ama.
  • Resgatar o desejo sexual e a intimidade com seu parceiro.
  • Sentir-se novamente no comando do seu corpo e da sua vida.

Os implantes hormonais podem ser uma peça central desse plano para muitas mulheres, trazendo praticidade, controle de sintomas e qualidade de vida, quando indicados da forma correta.

Nessa consulta, vamos:

  • Conversar com calma sobre seus sintomas e sua história de saúde.
  • Realizar exame físico e, se necessário, solicitar exames.
  • Discutir, de forma clara, as opções de tratamento, incluindo implantes hormonais, com foco na sua segurança e no seu objetivo de vida.

Se fizer sentido para você, clique no botão abaixo e agende sua consulta.